terça-feira, junho 26, 2007

Vermes

Não há palavra, ato ou vontade
Que comova o verme
O verme não se engaja em nada
Está sempre em sua sanha desenfreada
Pelo podre, morto, perverso
Mal vê, ao seu lado
Outros vermes
Igualmente solitários
Numa multidão de vermes
Devorando tudo à qualquer preço
Até que não sobre nada
Além de ossos
E fim
Sem saudades
De sua jornada

Charles Bukowski

5 comentários:

Thiago Marques - cantodothiago@hotmail.com disse...

Muito obrigado por tudo o que você tem feito, dito e poetado nos seus blogs - esses anos todos - enfim, muito obrigado pelo que você tem feito por nós, os "enCAPSulados", os do cantinho do quarto escuro, os das masmorras que ainda existem...

PALAVRAS & IDÉIAS disse...

"O mundo vai acabar sendo dominado pelos idiotas,
pela simples razão de que eles são em maior número".
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)

Fábio disse...

Nilo,

tu tem alguma bibliografia sobre homossexuais internados em hospícios?
Estou desenvolvendo um projeto de pesquisa sobre homossexuais masculinos internados em hospícios em Fortaleza(Ce) no final do século 19.
Valeu

Nilo disse...

Fábio

Não conheço nenhum trabalho nesse sentido. Lembrei daquele filme Garota Interrompida, que um dos personagens é internado pela família por ser gay. Então é um corte interessante e deve estar cheio de histórias semelhantes.
Falando nisso, precisamos aprender com o pessoal do DST/Aids, como conseguir medicação de qualidade por preços possíveis (inclusive os comprados pelo governo), para o pessoal da saúde mental. Isso aqui tá virando um post novo. Abraço

garapa disse...

Muito bonito o poema e todo o blog, parabéns pela iniciativa e... aproveito para avisar que chupinharei o poema para publicar em meu blogsta também.